A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte usará 15 drones para identificar os focos do Aedes aegypti na capital a partir da segunda quinzena de agosto. A tecnologia deve facilitar o combate às larvas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, permitindo monitorar locais de difícil acesso para os agentes de combate às endemias.

A iniciativa foi firmada em um termo de cooperação assinado na quarta-feira (6) entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Vale, que arcará com o uso dos drones, a um custo de R$ 10 milhões. Segundo a empresa, a parceria é similar à que havia firmado com o município de Brumadinho em setembro de 2019.

Os equipamentos possuem um sistema de monitoramento capaz de mapear criadouros em caixas d'água, depósitos, imóveis abandonados e lotes vagos, além de calcular o volume de água acumulada e aplicar larvicidas diretamente no local.

Após identificação e o mapeamento do foco, a equipe de Vigilância Epidemiológica vai entrar em contato com o proprietário do imóvel para solicitar a autorização para aplicar o produto.

Pandemia

A PBH informou que já realizou mais de 1,7 milhão de vistorias em imóveis da capital no primeiro semestre de 2020. Segundo o executivo municipal, todas as ações de vigilância e combate ao Aedes aegypti estão sendo mantidas mesmo com a pandemia de Covid-19. 

Em função disso, os agentes de saúde estão uniformizados para identificação e com as devidas máscaras de proteção. Eles também foram orientados a manter medidas de segurança para evitar qualquer risco de contaminação pelo novo coronavírus.

Durante as abordagens, além de prevenir novos focos do mosquito, os agentes também orientam os proprietários sobre as formas de eliminar potenciais criadouros.

Balanço

Em 2020, foram confirmados 4.337 casos de dengue em Belo Horizonte até 30 de julho. Há 2.460 casos notificados pendentes de resultados das análises laboratoriais, e outros 9.080 foram descartados. Uma pessoa morreu vítima da doença na capital este ano.

Foram notificados ainda 45 casos de Chikungunya dos quais 22 foram confirmados, dentre os quais, nove autóctones, quatro importados e nove em locais com origem indefinida.

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