O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral, se reuniu com técnicos para discutir o Plano Estadual de Contingência para vacinação contra a Covid-19, em execução desde setembro. No encontro foram avaliadas as etapas de desenvolvimento e registro dos imunizantes, os critérios em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as ações em andamento.

O plano inclui acompanhamento de pesquisas, aquisição de insumos e diagnósticos. Até o momento, Minas já comprou 50 milhões de seringas agulhadas, 617 câmaras refrigeradas, 60 mil coletores para material perfurocortante e 15 mil termômetros. “A SES-MG está tomando as medidas necessárias para organizar a estrutura logística e a capacitação de recursos humanos, para garantir uma vacinação segura para a população de Minas Gerais”, explicou Carlos Eduardo Amaral.

Até esta terça-feira (15), Minas Gerais já teve 473.225 casos confirmados de coronavírus, dos quais 10.719 acabaram em morte. Nas últimas 24 horas, houve 4.222 novos registros de casos e 8 novos óbitos.

A  média diária de novos casos da doença já é maior se comparada ao período do pico da doença. Nos últimos 30 dias, 2.923 notificações foram confirmadas a cada 24 horas. De 22 de junho a 22 de julho, foram 2.327 diariamente.

Os especialistas também trataram de assuntos como logística, segurança e operacionalização da campanha, além de públicos prioritários para vacinação. Ainda de acordo com o secretário, a pasta também acompanha as publicações da Anvisa e participa das reuniões promovidas pelo Programa Nacional de Imunização para divulgar as vacinas que estão em testes no Brasil e articular estratégias de capacitação e logística com as regionais de Saúde e orientar os municípios que precisam estar estruturados para a campanha.

Ainda em teste no Brasil, as vacinas da AstraZeneca, Coronavac, Pfizer e Janssen também foram alvo das discussões. “Estamos estudando todas as possibilidades para atender os 853 municípios mineiros com eficiência, celeridade e segurança. Precisamos garantir que as vacinas mantenham suas características iniciais para conferir imunidade. São produtos que precisam de temperaturas e conservação adequadas”, pontuou a subsecretária de Vigilância em Saúde, Janaina Passos.