Durante operação para regularizar possíveis irregularidades nas ligações elétricas, a Cemig constatou que o edifício Maletta, no Centro de Belo Horizonte, tinha 62 “gatos” de luz. Além disso, foram efetuados 11 cortes de energia devido a inadimplência. A Companhia de Energia estima que, caso não houvessem essas ligações clandestinas, a conta de luz poderia ser até 5% mais barata em todo o estado.

A inspeção realizada pela Cemig aconteceu na terça-feira (27) e fiscalizou cerca de 550 unidades consumidoras dentro do Maletta. Os equipamentos suspeitos foram encaminhados para o laboratório da companhia para perícia e comprovação das irregularidades.

Segundo o gerente de Gestão e Controle da Medição, das Perdas Comerciais e da Adimplência da Distribuição da Cemig, Marco Antônio de Almeida, a concessionária tem um prejuízo anual de R$ 300 milhões com ligações irregulares e clandestinas. “O prejuízo é rateado com todos os consumidores adimplentes, encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”, afirma.

Conforme o gerente da Cemig, se forem confirmadas as irregularidades, os infratores podem responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa. A prática também pode ocasionar acidentes fatais, além de incêndios e danos à rede elétrica.