Desenvolver a independência do aluno da educação básica em um espaço universitário é uma experiência estimulante e diferenciada. A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) abre caminho para flexibilizar a grade, permitindo um aprendizado ainda mais interdisciplinar. De olho nas possibilidades, uma novidade é a utilização de laboratórios de faculdades entre as práticas de ensino das escolas de nível básico.

Essa integração permite ao estudante dos ensinos fundamental e médio vivenciar variadas formas de aprendizagem. Aproveitar as instalações do campus e usufruir de uma infraestrutura de ponta, laboratórios de saúde, estética, gastronomia e engenharia, que são diferenciais na formação das crianças e adolescentes. E o processo ainda contribui para a promoção da cidadania.

Para especialistas, os alunos só têm a ganhar com a interação, muito mais do que com livros ou lousas. "Quando aplicam o conhecimento, eles se tornam agentes, protagonistas da formação, ao contrário de quando estão só sentados, apenas ouvindo o professor", destaca Frederico Divino, mestre em Educação e doutorando em Gestão do Conhecimento.

Aprender na prática: integração a novos espaços de ensino ajuda a desenvolver autonomia do aluno
Alunos do Colégio M2 de Lagoa Santa acompanham o processo de edição do jornal Hoje em Dia, em BH

Frequentar os espaços diversificados, acrescenta o educador, é um tipo de metodologia que facilita a compreensão de diversos conteúdos. Para Divino, "colocar a mão na massa" também é importante na convivência com os colegas. "Ela (a criança) externaliza e compartilha o que aprendeu ao longo da sua vida".

Ambiente propício

Unir o ambiente educacional de crianças e adolescentes ao de centros universitários é a aposta da Rede M2 de ensino em Belo Horizonte.

O grupo, que já conta com parcerias consolidadas no mercado educacional – com adoção do sistema de ensino Bernoulli -, vai oferecer desde o 6º ano do ensino fundamental ao 3º do médio no Centro (Av. João Pinheiro), nos bairros Prado (Oeste) e Rio Branco (Venda Nova).

Fundador da instituição e presidente da Federação dos Estabelecimentos de Ensino de Minas Gerais, Emiro Barbini reforça que os as novas unidades contarão com laboratórios de última geração que foram os grandes diferenciais na escolha dos locais de funcionamento. "São muito bem montados e o acesso a esses espaços vai fazer com que o aprendizado seja muito melhor do que o convencional", afirma.

Para o diretor-executivo da Rede M2, Ed Nelson Rodela, o clima universitário também ajuda o aluno a se decidir sobre o futuro profissional. "Ele terá acesso direto às graduações que tiver interesse. É uma estrutura de ensino superior à disposição da educação básica", ressalta.

Na última semana, o Hoje em Dia mostrou que cursos das Faculdades Promove e Kennedy se destacaram no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2018. Um exemplo é Gestão de Recursos Humanos, que tirou nota máxima - numa escala que vai de 1 a 5.

As matrículas para a Rede M2 estão abertas. Para mais informações, acesse aqui.

Leia também:
Aprendizado sem fronteiras: ensino bilíngue é a bola da vez nas escolas
Nota da escola no Enem é decisiva para novas matrículas