Está se preparando para o Enem e não sabe se estuda ou descansa nas férias de julho? A tendência dos candidatos é optar por um dos extremos para aproveitar o tempo livre, mas especialistas orientam: equilíbrio é essencial. Ao mesmo tempo em que usar o tempo disponível para reforçar os estudos é importante, também é fundamental não esquecer dos períodos de descanso, essenciais para manter a mente focada no momento certo.

"Como são férias curtas, de 15 dias, o estudante pode usar a primeira para descansar e praticar atividades de lazer e a última para começar a entrar no ritmo",  aponta o coordenador do Pré-Enem do Promove, José Eustáquio Simões. 

O mais importante é não misturar dias de estudo com dias de lazer. “O cérebro precisa reconhecer o descanso e identificar uma espécie de ‘marcador’ de encerramento do primeiro para o segundo semestre”, orienta o professor Madson Molina, coordenador do Anglo Vestibulares.

Outra estratégia para reforçar os conhecimentos sem comprometer os momentos de lazer é apostar em livros e filmes. De acordo com Simões, ler livros, mesmo que de ficção, é uma ferramenta importante para ampliar o repertório cultural. "Quem lê aprende sobre pontuação, ortografia e construção textual e, dependendo do livro, o conteúdo abrange outras áreas do conhecimento cobradas no Enem", pontua Simões. Assistir a documentários que tratem de temas importantes para a história do Brasil e do mundo também é uma estratégia interessante para quem quer reforçar os conhecimentos. Os de ficção seguindo essas temáticas também são válidos, mas é preciso saber distinguir a fantasia da retratação da realidade, ponderou o professor Simões.

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Para quem quer saber exatamente o que estudar em um período em que não há a orientação das escolas e cursinhos, a dica de Madson Molina é elencar prioridades e montar um planejamento. Entre elas, tarefas atrasadas, assuntos esquecidos com mais facilidade, matérias de provas específicas ou ainda os assuntos que possuem maior incidência nas provas.

É importante que os estudantes não se prendam aos assuntos que não gostam. "Há muito essa impressão de que é preciso focar no que não se gosta. De fato é importante ter o maior domínio possível do que é cobrado na prova, mas as chances de acertar assuntos dos quais se gosta e tem conhecimento são maiores", afirmou.

Se todos os assuntos levantados como necessários não couberem no planejamento das férias, a dica é deixar os que sobrarem anotados, pois eles serão importantes na hora de definir aulas de revisão e assuntos pendentes para os dias que antecedem a prova.

Na semana em que se dedicar à preparação, o candidato pode estudar de 8h às 12h, ter duas horas para almoço e descanso, e retornar de 14h às às 18h, por exemplo. 

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