Fundada há quatro anos para trabalhar na educação da população travesti e transexual de Belo Horizonte, a ONG Transvest abriu uma campanha para continuar ajudando as 50 travestis assistidas. A instituição pede à população que amadrinhe e apadrinhe suas alunas com doações mensais.

Fundadora do projeto, a ativista e professora Duda Salabert ressalta a importância de iniciativas como o Transvest para reverter a dura realidade em que vivem as pessoas trans e travestis. "Uma pesquisa da UFMG mostrou que cerca de 91% das trans de BH não concluiu o ensino médio, isso porque a escola tradicional sempre tratou as pessoas trans e travestis com violências das mais diversas formas, o que gera a evasão delas", explicou.

As doações começam em R$ 10 mensais e chegam a R$ 250, dependendo da vontade do doador, e, de acordo com a professora e ativista Duda Salabert, fundadora do Transvest, a ajuda é essencial para manter a assistência às alunas. A média de gasto mensal com cada aluna é de R$ 250, porque são fornecidos, além das aulas, o transporte e a alimentação. Segundo a ativista, "a ajuda de custo é necessária para evitar que as alunas deixem de frequentar o espaço. No Transvest criamos um local de acolhimento e afeto, para o qual é necessário garantir que elas cheguem à escola e se alimentem".

Quem amadrinhar ou apadrinhar uma aluna, vai receber relatórios mensais do desempenho dela, o que vai mostrar a importância do gesto. O Transvest oferece pré-vestibular, Educação para Jovens e Adultos (EJA), aulas de idiomas e de defesa pessoal gratuitamente. Segundo Duda, a instituição foi a primeira a inaugurar, recentemente, uma casa de acolhimento para pessoas trans e travestis em situação de rua. "Já aprovamos alunas na UFMG, na UEMG, na PUc, mas o mais importante para nós é o empoderamento da identidade delas, por meio do qual elas sentem orgulho de quem são, de seu corpo e de sua autoestima", finalizou.

Para doar, os interessados podem acessar este site e escolher a quantia. A meta da campanha é R$ 12 mil por mês e sua execução é recorrente, ou seja, o doador só será cobrado no mês em que entrar na plataforma e doar.