Já é rotina nas diversas unidades de conservação localizads em Minas Gerais. Falta a chuva, tempo muito seco e, em alguns casos, contando com a imprudência de alguns frequentadores, os diversos parques localizados no Estado pegam fogo. Nesta quarta-feira (12), o Corpo de Bombeiros divulgou um balanço das principais ocorrências.

A situação mais crítica é no Parque Nacional da Serra da Canastra, que conta com cerca de 100 homens atuando e estima-se que tenham sido queimados entre 30 e 40 mil hectares (aproximadamente 50 mil campos de futebol). A expectativa é que a partir desta quinta-feira comece o trabalho de rescaldo e as atividades sejam encerradas em definitivo.

Ao todo, dez Unidades de Conservação, entre parques estaduais, nacionais, áreas de preservação e outros estão em chamas no Estado e têm equipes atuando no combate, quase todos na fase de rescaldo ou já controlados.

A situação está sob controle no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, em Formoso, que contou com 40 combatentes e dois veículos;  na Área de Preservação Pandeiros, em São Domingos, com o empenho de 15 brigadistas; no Parque Estadual da Serra do Cabral, em Buenópolis, empenhados 18 brigadistas e no Parque Grão Mogol, na cidade homônima, onde foram utilizados dois aviões, um caminhão-tanque e 13 brigadistas;
 

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 Serra da canastra devastada (Foto: Equipe Serra da Canastra/Divulgação)

Em fase de rescaldo, encontram-se a Área de Preservação Serra Três Irmãos, em Brumadinho, onde estão sendo utilizados um helicóptero, três aviões e 29 combatentes; na Área de Preservação Serra São José, em Tiradentes, onde 71 combatentes, um helicóptero e dois aviões estão empenhados; no Pico Itatiaia, em Ouro Preto, onde cinco combatentes e sete voluntários trabalham; e no Parque Estadual Biribiri, em Diamantina, no qual cinco bombeiros e seis brigadistas encerram as atividades apoiados por um veículo

Ainda em fase de combate está o Parque Estadual Verde Grande, em Matias Cardoso, onde são utilizados 30 brigadistas e um helicóptero.

De acordo com os números do Instituto Estadual de Florestas (IEF), em 2012 foram consumidos 835  hectares, com 106 ocorrências até julho. No mesmo período em 2011 foram queimados 490 hectares em 127 ocorrências. Porém, os meses de agosto e setembro são os mais críticos e os dados ainda não estão consolidados. Para efeito de ilustração, o mês de setembro, o mais devastado pelas chamas nos últimos dois anos teve 15.300 hectares queimados em 2010 e 29.270 no ano passado. Os dados são referentes apenas às Unidades de Conservação administradas pelo Estado.