Cerca de 200 profissionais da saúde de Minas Gerais, que estão em greve desde o dia 14 de junho, fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira (21) em frente ao Pronto-Socorro do Hospital João XXIII (HPS), em Belo Horizonte.

Segundo informações do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), os manifestantes ocuparam a calçada com faixas e cartazes das 7h30 às 10 horas e não houve alteração no trânsito. O intuito do protesto era chamar a atenção para a categoria e pressionar o governo a apresentar uma nova proposta.

Uma reunião entre os grevistas e representantes do Governo, que estava agendada para a manhã desta quinta, foi desmarcada. Nessa quarta (20), os profissionais decidiram pela continuidade da greve durante uma assembleia. A reunião aconteceu no pátio da Assembleia Legislativa e reuniu trabalhadores da capital e interior do Estado.

Na terça-feira (19), os grevistas se reuniram com representantes do Governo de Minas e receberam uma proposta para que rotornem ao trabalho, mas não houve acordo. Segundo o sindicato, a oferta feita não atende ao pedido dos trabalhadores.

Nas 22 unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) apenas 30% dos profissionais estão trabalhando, por causa da obrigação da escala mínima. Eles reivindicam, dentre outros pontos, reajuste salarial igual para todos os trabalhadores, revisão do plano de carreira, pagamento de direitos trabalhistas, mais investimento na saúde e redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

De acordo com o Governo do Estado, uma proposta foi apresentada aos servidores e uma equipe mantém diálogo permanente com eles para negociar o fim da greve.