Minas Gerais registrou, no ano passado, 44.480 acidentes de trabalho. Números apontam cinco casos a cada hora de 2017 e indicam que 253 pessoas morreram em todo o Estado.

Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Relatório acrescenta que os homens são os maiores afetados e as lesões recorrentes são as que deixam feridas abertas.

Somente na capital mineira, 8.064 notificações de acidentes foram levantadas pelos órgãos. Nessa quarta-feira, novos números poderiam ter sido acrescidos às estatísticas se não fosse um resgate. 

Três operários, que faziam manutenções no Edifício Maletta, região Centro-Sul de BH, foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros. Os trabalhadores efetuavam reparações do lado externo do 28º andar do prédio, a cerca de 84 metros, quando uma corda que segurava o andaime se soltou e os deixou dependurados. Nenhum deles ficou ferido. Em casos graves como esse, a recomendação é registrar o ocorrido para garantir que os direitos sejam cumpridos. 

Cláudio Ferreira dos Santos, presidente da Associação Brasileira de Técnicos de Segurança do Trabalho e do sindicato que representa a categoria, destaca que qualquer trabalhador que sofrer algum tipo de acidente no ambiente de trabalho deve solicitar, da empresa, um Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT). Depois, procurar a entidade sindical para formalizar a solicitação de reparações. 

Uma delas, conforme Cláudio, é a que envolve o afastamento pelo INSS. De acordo com o relatório, em 2017, mais de 14 mil trabalhadores de Minas, que se acidentaram, receberam o auxílio do instituto. “O trabalhador precisa reivindicar os direitos, como indenizações, seguros, estabilidade empregatícia, dentre outros”, explica.