A barragem Bom Jardim, em Miraí, na Zona da Mata, que está em fase de descomissionamento, foi alvo de uma vistoria de integrantes da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, no dia 3 de julho. Em 2007, o rompimento dessa estrutura causou enorme dano ambiental e atingindo milhares de pessoas

Segundo avaliação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o reservatório de rejeitos do empreendimento do Grupo Bauminas, antiga Rio Pomba Mineração, está com o nível 6,5 metros abaixo do normal. Desde fevereiro deste ano nenhum rejeito é descartado no local. 

Ainda conforme os promotores, a empresa apresentou informações importantes em relação à estabilidade da barragem e segue realizando todas as ações referentes ao Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), conforme exigências legais.

Além disso, o Dam Break, que é o estudo que avalia os potenciais impactos da ruptura de uma barragem, apresentado no Plano de Segurança de Barragem, foi elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA). Durante a vistoria foi apresentado também a planilha diária de controle das instrumentações da barragem.

“Após o descomissionamento da barragem, a descaracterização será um passo importante para o meio ambiente. O desastre ocorrido em 2007, serviu de lição para a empresa, que cumpriu todos os acordos feitos com os Ministérios Públicos Federal e estadual e junto à população atingida”, explica o promotor Gustavo Garcia.

Acidente 

Em 2007, o rompimento da barragem São Francisco, da Rio Pomba Mineração, em Miraí, causou enorme dano ambiental e atingindo milhares de pessoas. De acordo com o promotor de Justiça, após o desastre ocorrido em Brumadinho, a população de Miraí e região ficou muito apreensiva com boatos de risco de rompimento da barragem Bom Jardim. Um possível rompimento atingiria o corpo hídrico de vários municípios da Zona da Mata mineira, Rio de Janeiro e Espírito Santo.