Em um mês de barreiras sanitárias, 1,3 mil pessoas apresentaram sintomas de Covid

Cinthya Oliveira
cioliveira@hojeemdia.com.br
18/06/2020 às 18:25.
Atualizado em 27/10/2021 às 03:48
 (Lucas Prates/Hoje em Dia)

(Lucas Prates/Hoje em Dia)

No primeiro mês de realização de barreiras sanitárias nas avenidas de acesso a Belo Horizonte, 1.335 pessoas foram encaminhadas aos serviços de saúde, por apresentarem sintomas compatíveis com a Covid-19. Desde o dia 18 de maio, foram abordados mais de 244 mil veículos e quase 485 mil motoristas e passageiros foram avaliados.

A diretora de assistência da Secretaria Municipal de Saúde, Renata Mascarenhas, explica que o comparecimento a uma unidade de saúde é voluntário e, no dia seguinte ao encaminhamento feito na barreira sanitária, agentes ligam para a pessoa, para acompanhar a evolução dos sintomas.

Como não há orientação para testagem de pacientes com sintomas leves, não é possível saber quantas dessas pessoas estavam efetivamente com Covid-19, de acordo com a diretora. “É uma ação educativa e preventiva, para verificar se essas pessoas procuraram atendimento numa unidade de saúde”, explica.

Vários abordados nas barreiras sanitárias não são moradores de Belo Horizonte. Por isso, a Secretaria de Saúde aciona outras prefeituras para repassar informações sobre as pessoas que demonstraram sintomas da doença, para que o acompanhamento possa ser feito na cidade de residência.

As barreiras

A prefeitura trabalha com 18 endereços de barreiras e, a cada dia, 12 pontos são escolhidos para as abordagens. Profissionais de saúde, entre enfermeiros e estudantes de Medicina, conversam com motoristas e passageiros para identificar pessoas com sintomas, como dificuldade respiratória, perda de paladar ou olfato e sensação de febre. Também é feita medição de temperatura das pessoas abordadas. Quando alguém apresenta sintomas é direcionado a uma unidade de saúde.

As barreiras sempre acabam provocando congestionamento nas principais avenidas de acesso da cidade, mas Mascarenhas garante que a população abordada é, normalmente, muito cordial com os profissionais de saúde durante o atendimento.

“Estamos percebendo que a população acolhe muito bem a ação. Sabemos do congestionamento, mas estamos recebendo muito carinho e apreço das pessoas paradas”, afirmou Renata, completando que não há data para que as barreiras sejam reduzidas ou encerradas. 

Questionada sobre quantas pessoas com sintomas diagnosticados realmente buscam atendimento médico, a Secretaria Municipal de Saúde informou que este levantamento deve ser finalizado ainda nesta quinta-feira e divulgado na sexta-feira (19). 

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