Um empresário de Poços de Caldas, no Sul de Minas, está projetando o que poderá ser o segundo e maior restaurante dentro de um avião no Brasil. Arquitetado há pelo menos dois anos, o projeto começou a ganhar corpo e deverá ficar pronto em janeiro de 2015. O idealizador, Thiago Oliveira, de 26 anos, espera que o empreendimento atraia turistas de todas as partes do país.

Apaixonado por aviões e sobrinho de pilotos, Thiago comprou a aeronave, um modelo DC8, em um leilão de aviões impedidos de voar que pertenciam à empresa cargueira Skymaster. A aquisição foi em meados do ano passado, mas só agora o empresário resolveu tornar público o projeto.

Os investimentos com a aeronave, o projeto gastronômico e as despesas com o transporte somam R$ 1,5 milhão. Pronto, o restaurante terá capacidade para 300 pessoas. “Vamos servir comida mineira, japonesa e árabe, no sistema a la carte. O cardápio está sendo estudado”.

A aeronave será instalada às margens da rodovia do Contorno, a sete quilômetros do Centro de Poços de Caldas, em um terreno de dez mil metros quadrados. Será reformada e terá até um simulador de voo de Airbus.

O projeto prevê um hall de entrada atrás da asa, medindo 40 metros quadrados, onde serão colocadas mesas e cadeiras. A cabine será totalmente reformada e todo o painel irá funcionar.

Videogame

A tela do para-brisa será de cristal líquido. Com o simulador desligado, o cliente poderá ver a rodovia. “Ao ligá-lo, o para-brisa se transformará em uma tela de videogame. É a sensação de estar dentro de um avião. Som acústico, as cadeiras vão vibrar”, explica Thiago.

Para o projeto decolar, o empresário espera formalizar patrocínios financeiros. Mesmo se não conseguir, Thiago garante que o restaurante ficará pronto em até dez meses.

Transporte

O avião sairá do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), até a próxima sexta-feira. A previsão é a de que a viagem de 170 quilômetros até Poços de Caldas, por via terrestre, dure um dia. O custo da remoção é de R$ 283 mil.

Sete carretas serão usadas no transporte. Com 57 metros de comprimento, o avião foi dividido em partes para o deslocamento. Haverá duas carretas de pranchas extensivas, com 30 metros cada, para bico e cauda, e cinco veículos para asas e outras partes.

A aeronave seria removida nesta terça-feira (11), mas a chuva que atingiu Campinas na semana do Carnaval adiou os planos para depois de amanhã. “É necessário que a grama esteja seca. O guindaste de 50 toneladas que fará a remoção até o reboque corre o risco de atolar”, disse Thiago.