Sindicatos e associações ligados ao setor varejista e de serviços de Belo Horizonte estão elaborando a proposta de um plano de retomada escalonada no comércio na capital. O documento deve ficar pronto na semana que vem e será entregue ao prefeito Alexandre Kalil (PSD).

"Estamos montando uma proposta em conjunto, mas ainda está em estudo, com horários de abertura e fechamento, formatos de funcionamento para o comércio de forma geral, adotando toda as medidas da Organização Mundial de Saúde (OMS)", explicou Ricardo Rodrigues, presidente da Associação dos Bares e Restaurantes (Abrasel-MG).

As entidades se reuniram nesta quinta-feira (16) para mais uma rodada de debates, mas Rodrigues não quis adiantar detalhes do plano, dizendo que um movimento está sendo feito, com muita cautela, para encontrar uma solução para as empresas que abrangem todo o varejo, alimentos, peças, bares, restaurantes e lanchonetes.

Debate na Câmara

Nessa semana, a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) também discutiu compensações a comerciantes após a quarentena e redução dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19. Além de nove entidades, como Sindicato do Comércio Lojista de Belo Horizonte (Sindilojas BH)  e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), representantes de algumas secretarias municipais (como Política Urbana, Cultura e Belotur) também participaram da reunião.

Decreto

Desde 20 de março, quando o Decreto 17.304/2020 passou a valer, estabelecimentos não essenciais foram proibidos de funcionar em BH ou precisaram adotar medidas de restrição e controle para conter o avanço da Covid-19 na cidade. 

As medidas de isolamento e distanciamento social proibiram a abertura de casas de shows e espetáculos; boates e danceterias, casas de festas e eventos; shoppings centers, centros de comércio e galerias de lojas; cinemas e teatros; bares, restaurantes e lanchonetes.