Uma empresa foi condenada a ressarcir o município Espera Feliz, na Zona da Mata, por irregularidades em um concurso público realizado em 2008. Conforme a sentença publicada no dia 7 de abril, a Magnus Auditores e Consultores terá devolver aos cofres públicos R$ 10 mil que recebeu para realizar o concurso e mais uma multa correspondente a esse valor multiplicado por dez, totalizando R$ 110 mil. 
 
Além disso, um servidor da prefeitura também foi condenado à perda de função pública, à suspensão dos direitos políticos por cinco anos e ao pagamento de multa igual a dez vezes o valor da última remuneração recebida por ele. Ambos foram condenados à proibição de contratar com o Poder Público por três anos. 
 
De acordo com denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), um inquérito civil comprovou várias irregularidades no concurso público como o grande número de aprovados vinculados ao servidor Elizeu José Soares, além da proximidade dele com a Magnus Auditores e Consultores. Entre os aprovados e classificados em primeiro lugar para os cargos concorridos estariam o filho, a cunhada e a irmã de Elizeu.
 
Ainda conforme as investigações, apenas a Magnus Auditores e Consultores S/C e a empresa Rumo Certo participaram da licitação e, segundo o MPE, ambas pertencem ao mesmo grupo societário e estão instaladas no mesmo edifício em Belo Horizonte. Além disso, o órgão apontou que a quebra de sigilo telefônico revelou que Elizeu manteve vários contatos com a Magnus e com a Rumo Certo durante o período relativo ao concurso.
 
O servidor Elizeu José disse à reportagem que não foi notificado sobre a decisão e desconhece o processo. Já em contato com a Magnus Auditores, ninguém foi encontrado para comentar a decisão.