Mesmo sem os cobradores nos coletivos, medida adotada para reduzir custos, as empresas de ônibus que atuam em Belo Horizonte devem pedir, no fim do ano, novo reajuste nas tarifas. Alegando prejuízos financeiros e a possibilidade de aumento a cada 12 meses, conforme contrato, as concessionárias afirmam que o índice a ser proposto depende da inflação e não deverá ser significativo.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira durante apresentação do aplicativo que permite a recarga do cartão BHBus pelo celular. Pela plataforma também é possível acompanhar quando o veículo vai passar no ponto e a previsão do horário até o destino do usuário.

Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra-BH), Joel Paschoalin garante que a novidade não vem para suprir a falta dos agentes de bordo. “Segue uma tendência”, disse.

Sobre o pedido de reajuste das tarifas, o gestor afirma que o volume de usuários no sistema diminuiu. Além disso, acrescenta, pesa no bolso das concessionárias a instalação de ar-condicionado em 45% da frota. A melhoria foi acordada com o Executivo, em dezembro passado, para que o bilhete passasse de R$ 4,05 para os atuais R$ 4,50.

O aumento da passagem, porém, deve render polêmica. No último dia 10, o prefeito Alexandre Kalil afirmou que não haverá reajuste se os veículos continuarem sem os cobradores. Procurada, a administração municipal não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Plataforma

Pelo app BHBus +, o passageiro pode comprar créditos eletrônicos usando o cartão de crédito. Reclamações sobre o transporte coletivo também são registradas na ferramenta. 

Professor de engenharia do transporte no Cefet-MG, Renato Ribeiro avaliou como positiva a implantação da tecnologia. “Beneficia o usuário e qualifica o serviço”.

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