Reforçar a segurança das divisas entre os estados, evitando a prática comum de perpetuação e transferência de crimes de uma unidade federativa para outra é a principal meta perseguida pelo Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual que, nesta semana, promove o 5º encontro entre especialistas e autoridades, na Cidade Administrativa, em BH.

Mais de 100 profissionais de segurança de 16 estados brasileiros estão reunidos, desde segunda-feira, discutindo ações de prevenção e combate à criminalidade. O governador de Minas, Fernando Pimentel, participou da reunião ontem e afirmou que é hora do Brasil vencer as “divergências” e encontrar o “espírito da convergência” 

“Estamos aqui celebrando mais que um pacto pela segurança pública. Estamos celebrando um conceito, um espírito que, cada vez mais, é mais necessário para o país: a convergência em torno de um projeto, de uma ideia, de um modelo, de uma causa comum. Infelizmente, o Brasil se esmerou, nesse período recente, em praticar as divergências nas organizações políticas, partidárias, entre os agentes públicos, na mídia, no próprio Poder Judiciário que esmerou-se em patrocinar e aprofundar as divergências entre os brasileiros e brasileiras. Agora é hora de convergência, de construir um saída para a crise institucional, política, econômica que o país atravessa”, afirmou.

Troca

Pimentel ressaltou que o pacto proporciona troca de experiências entre os estados e o Distrito Federal – e, assim, encontra novas ferramentas e tecnologias em prol da segurança pública.

“As ideias que surgiram, as iniciativas que foram tomadas, a partir da discussão que havia e que há nesse pacto, mostram que estamos no caminho correto. Goiás foi pioneiro nisso, a partir daquela ideia do Fórum de Governadores do Brasil Central. Isso frutificou e está avançando, e eu acho que nós todos somos gratos pelo trabalho que vocês têm desenvolvido. É um exemplo de que as coisas podem melhorar e estão melhorando quando se adota um modelo correto”, finalizou.

Compartilhamento

O encontro foi o primeiro do grupo este ano e contou com secretários de Segurança Pública, policiais militares e técnicos da área para compartilhar ações e estratégias de enfrentamento e prevenção da criminalidade. 

Por meio do pacto, são realizados treinamentos em softwares e sistemas avançados de mapeamento criminal, de compartilhamento e integração de agências de inteligência, de gerenciamento de processos e documentos, assim como debates que possibilitarão a troca de experiências exitosas e a combinação de operações integradas entre os estados.

Agenda

O vice-governador de Goiás e presidente do Pacto Integrador de Segurança Pública, José Eliton, destacou que é importante construir uma agenda única que atenda aos interesses dos estados. 

“É justamente na definição de uma agenda comum que temos a possibilidade de fazer a integração de diversos elementos que são fundamentais para o combate ao crime organizado e ao crime no dia a dia das nossas cidades. Acho que esse momento do Pacto vem justamente para responder um vazio do ponto de vista de ação do governo central brasileiro no que diz respeito à unificação de políticas públicas de segurança. Não existe desenvolvimento econômico, educacional, na área de saúde, se não tivermos o elemento fundamental que é a paz”, afirmou.