Uma pessoa que deveria se preocupar com a saúde da população acabou detida por supostamente comercializar um produto que pode ferir e até matar pessoas, no último sábado (27), em Poços de Caldas, no Sul de Minas. Um enfermeiro, funcionário público do município, foi detido e multado durante uma operação de combate ao uso de linhas cortantes. Ele suspeito de vender dezenas de carretéis da perigosa linha chilena. 

As informações da Guarda Municipal da cidade apontam que tratou-se de uma operação conjunta com a Polícia Militar (PM), deflagrada após várias solicitações telefônicas dando conta sobre o uso destes materiais. 

No bairro Monte Verde, os militares conseguiram abordar algumas pessoas, que foram orientadas sobre a proibição do uso destas linhas e seus riscos para a vida de pessoas e animais.

Além disso, com o enfermeiro, que não teve a idade divulgada pela corporação, foram apreendidos aproximadamente 58 carretilhas da linha e R$ 245, possivelmente provenientes do comércio das mesmas. 

Além de ser conduzido para a delegacia por venda ilegal, o servidor público acabou multado em R$ 1.700, segundo a Guarda Municipal. A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Poços de Caldas, porém, ninguém foi localizado para comendar a detenção do funcionário. 

linha chilena
Os materiais foram queimados pelos agentes ainda no local, conforme prevê a lei

Linha mortal

A linha chilena é vinte vezes mais cortante que um bisturi. Ela é tão potente pois recebe camadas de óxido de alumínio. Assim como o cerol, a linha chilena foi proibida há 17 anos em Minas Gerais.

A lei, de julho de 2002, prevê multa para quem portar o material. Além disso, segundo a Polícia Civil, o Código Penal qualifica o uso como crime passível de prisão.

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