O engenheiro civil responsável técnico pela piscina do Jaraguá Country Club em janeiro de 2014, quando uma menina de 8 anos morreu afogada no local, foi condenado pela Justiça. Na época, Mariana Silva Rabelo de Oliveira teve os cabelos sugados por uma tubulação do toboágua do clube, localizado na Pampulha, e ficou submersa por vários minutos até que fosse socorrida. A menina chegou a ser reanimada e ficou internada no Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu.

O juiz da 8ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Luís Augusto César Pereira Monteiro Barreto Fonseca, condenou o engenheiro civil A.C.N., a dois anos e quatro meses de detenção, por homicídio culposo. A sentença foi publicada nesta sexta-feira (20).

De acordo com a sentença, a morte foi decorrente de uma reforma feita no clube, assinada pelo engenheiro – foram feitas modificações em uma bomba de sucção, na estrutura física do toboágua e na parte elétrica no entorno da piscina, incluindo a retirada de tomadas elétricas próximo às piscinas e também do botão de acionamento da bomba, que foi posicionado mais distante da piscina.

Danos morais

Em agosto, a Justiça mineira condenou o Jaraguá Country Club a indenizar em R$ 250 mil os pais da menina de 8 anos. O juiz Bruno Teixeira Lino, da 28ª Vara Cível, também condenou o clube a pagar, aos pais, pensão mensal correspondente a 2/3 do salário mínimo vigente na data do pagamento, desde a data da morte da menina até o dia em que a vítima completaria 25 anos, reduzida para 1/3 desse valor até a idade em que a vítima completaria 70 anos.

A reportagem entrou em contato com o Jaraguá Country Club, mas ainda não obteve resposta.