O Ministério Público (MP) apresentou denúncia, nesta sexta-feira (26), contra o engenheiro responsável pela obra da piscina do Jaraguá Country Club, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, onde uma menina de 9 anos morreu afogada no início deste ano. Ângelo Coelho Neto foi denunciado pelo crime de homicídio.
 
Mariana Silva Rabelo de Oliveira teve o cabelo sugado pela tubulação do toboágua no dia 3 de janeiro. A vítima ficou submersa por vários minutos até a chegada do socorro. A menina chegou a ser reanimada e ficou internada no Hospital Odilon Behrens, mas não resistiu.
 
Ao todo, três pessoas da direção do clube foram indiciadas pelo crime. Entretanto, o MP entendeu que apenas o engenheiro teve responsabilidade no fato. A decisão foi baseada em um laudo da Polícia Civil que apontou falhas na instalação do duto de sucção do escorregador. 
 
“Após analisar o inquérito decidi não acatar integralmente a decisão da Polícia Civil. No meu entendimento, a reforma da piscina foi planejada e executada apenas pelo Ângelo”, afirma o promotor Francisco Santiago.
 
O laudo do Instituo de Criminalística da Polícia Civil mostrou que a mudança do tubo de sucção do toboágua, em 2011, aumentou a pressão dentro da piscina. Como o local era frequentado por crianças, as alterações provocadas pela obra causaram o acidente. “Ainda há elementos que apontam outros erros, como a distância para desligar a bomba e a ausência de tomadas na regão da piscina”, explica Santiago.
 
Como não foram denunciados pelo MP, Felisberto Carvalho Góes Neto, presidente do clube na época da morte, e o atual presidente, Marco Antônio de Pádua Faria, estão livres da acusação. A Justiça vai analisar o pedido de denúncia contra o engenheiro Ângelo Coelho Neto e definir se ele será julgado por homicídio doloso.