Será sepultado às 11h desta segunda-feira (31), o corpo de Daniel de Oliveira Lacerda, de 40 anos, morto no último domingo (30) após um motorista embriagado colidir na van em que ele estava. Comovidos, os parentes participam do velório, realizado em Leopoldina, na Zona da Mata, mesma cidade onde ocorrerá o enterro.

A esposa dele, Valéria Ribeiro Lacerda, de 41 anos, que também estava na van, segue internada no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital mineira. Até a noite de domingo, o estado de saúde dela era considerado estável, mas não havia previsão de alta. A Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) deve divulgar novas informações sobre a situação da vítima ainda nesta manhã.

De acordo com uma parente de Valéria, a família está abalada com a tragédia e os familiares se dividem para estar presentes no velório de Daniel e dar atenção a Valéria. O engenheiro deixou dois filhos.

O colombiano foi levado para delegacia após o acidente na Nossa Senhora do Carmo

O colombiano César Augusto Martinez Loaiza foi levado para delegacia, após acidente na Nossa Senhora do Carmo (Foto: Leo Fontes/O Tempo/Estadão Conteúdo)

Tragédia

O motorista do veículo que provocou o acidente, o colombiano César Augusto Martinez Loaiza, de 29 anos, foi autuado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e omissão de socorro e foi encaminhado para o Centro de Remanejamento Prisional (Ceresp) de Contagem, na Grande BH.

O acidente aconteceu na madrugada de domingo, na avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com a polícia, Loaiza dirigia em alta velocidade quando, na esquina da rua Rio Verde, atingiu a van. O veículo transportava 12 pessoas, que haviam participado de uma festa de formatura no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na região metropolitana. Com o impacto, a van capotou.

O suspeito passou pelo teste do bafômetro, que indicou 0,38 miligramas de álcool por litro de ar expelido, o que configura crime de trânsito. A multa para a infração é de R$ 1.915,40 com suspensão do direito de dirigir.

"Na primeira versão, ele disse que estaria voltando de táxi depois de levar amigos em casa, quando viu o próprio carro em chamas. Mas acabou assumindo que estava dirigindo", explicou o delegado de plantão do Detran, Pedro Ribeiro de Oliveira Souza.