Na Escola Municipal Armando Ziller, na periferia de Venda Nova, “aluno não fica sem aula”. É por essa disciplina que a unidade de ensino, no bairro Mantiqueira, está sendo reconhecida por uma pesquisa da Fundação Lemann, Itaú BBA, e pelo Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo.

O levantamento destaca 35 escolas brasileiras com práticas relevantes para garantir o êxito dos estudantes nos anos finais do ensino fundamental. De acordo com a coordenadora do estudo Excelência com Equidade, professora Laura Muller Machado, as unidades analisadas atendem famílias de baixo nível socioeconômico e mantêm boas práticas de ensino em contextos vulneráveis. “A Armando Ziller exige o rígido cumprimento de horários e não libera alunos em falta de professores. Lá encontramos práticas comuns que podem ser replicadas em outras escolas”.

Pontos positivos

Laura disse que o envolvimento dos estudantes com o ensino é destaque. “Nos finais de semana, a escola abre para os moradores participarem de atividades de lazer e cultura, reforçando a convivência social. Guardas municipais previnem casos de violência”.

Coordenadora de Política Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Dagmá Brandão afirma que a Armando Ziller está inserida numa rede com programa de monitoramento de aprendizagem. “Se o aluno faltou três vezes seguidas, a direção faz a busca ativa dele, oferece atenção diferenciada e reforço escolar”.

Nas redes sociais, a secretária municipal de Educação, Sueli Baliza, comentou que a escola do Mantiqueira ficou entre as seis melhores do país na segunda etapa do ensino fundamental por oferecer condições para que o aluno possa e queira frequentar a aula. “Uma vez que ele está na escola é feito um bom uso do tempo tanto do ponto de vista quantitativo, não se perde tempo pedagógico, quanto do quantitativo, não se ensina no escuro”.
 
Ranking

O primeiro lugar na pesquisa foi de uma escola na Barra da Tijuca, área nobre do Rio, frequentada por filhos de porteiros, motoristas particulares e empregadas domésticas.

Versão integral do estudo será publicada em 2016, detalhando os desafios e as soluções encontradas por escolas inseridas em contexto de dificuldade.