“A esperança de condenação é para todos, mas para ele é maior porque foi quem matou meu irmão”, foi assim que desabafou Rosane Beatriz Rodrigues Mingotte, irmã de Rayder Santos Rodrigues, assassinado por Frederico Flores – considerado o líder do “Bando da Degola”.
 
Flores será julgado nesta quinta-feira (11), no salão do 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, por ser acusado de envolvimento na execução e decapitação dos empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder, no bairro Sion, região Centro-Sul da capital. 
 
O crime ocorreu em abril de 2010, no bairro Sion, região Centro-Sul da capital. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), se condenado, o acusado poderá responder por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.
 
Rosane conversou com a reportagem do Hoje em Dia e contou que acompanhou o julgamento de outros dois envolvidos no crime, ocorrido em abril de 2010. O ex-policial Renato Mozart foi condenado a 59 anos de reclusão, em dezembro de 2011, e o estudante Arlindo Soares Lobo, a 30 anos de reclusão, em julho deste ano, ambos por homicídio qualificado, extorsão, destruição e ocultação de cadáver e formação de quadrilha. “É muito difícil acompanhar tudo isso. Minha pressão vai lá em cima. É triste”, afirmou a irmã de uma das vítimas da quadrilha.   
 
Os outros acusados, o policial André Luiz Bartolomeu da Silva, o pastor evangélico Sidney Eduardo Beijamin e a médica Gabriela Corrêa Ferreira da Costa, além de outras duas pessoas, ainda serão julgados, mas seus processos foram encaminhados ao TJMG para julgamento de recursos.
 
Flores, que está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), se condenado, o acusado poderá responder por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, extorsão, ocultação de cadáver e formação de quadrilha.
 
Entenda o caso
 
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Flores e outros sete acusados sequestraram e extorquiram os empresários Fabiano e Rayder. Após fazer saques e transferências de valores das contas deles, o grupo assassinou as vítimas em um apartamento no bairro Sion e transportou os corpos no porta-malas do carro de uma das vítimas para a região de Nova Lima, na Grande BH, onde foram desovados.
 
Ainda conforme a denúncia, os empresários estavam envolvidos em estelionato e atividades de contrabando de mercadorias importadas, mantendo em seus nomes várias contas bancárias, de onde eram movimentadas grandes quantias de dinheiro.
 
As atividades ilícitas chegaram ao conhecimento de Flores, líder do "Bando da Degola", que passou a manifestar o desejo de extorquí-los e foi ajudado pelos demais acusados. Ao todo, oito pessoas foram presas por envolvimento no crime.
 
(*) Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais