A Força Tarefa Previncêndio (FTP), envolvendo os órgãos ambientais do Estado, já começou os trabalhos para evitar incêndios florestais nas unidades de conservação em Minas Gerais. De junho a novembro, as ações são intensificadas, já que são meses mais secos no ano e é quando a vegetação fica mais vulnerável. 

Cerca de 300 brigadistas já foram contratados para auxiliar nos trabalhos de combate à incêndios e serão distribuídos nas unidades de conservação e em bases nas cidades de Diamantina e Januária. Além dos dois helicópteros e três aviões que o Estado já tem, outras sete aeronaves de combate serão alugadas nesta temporada de incêndios.

“Em 2017, os investimentos previstos para a Previncêndio superam os R$ 18 milhões. Se verificada a criticidade do período seco no Estado, uma suplementação orçamentária poderá ser solicitada à Secretaria de Planejamento e Gestão", explica a superintendente de Controle e Emergência Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Ana Carolina Miranda. 

O gestor ambiental da Semad, Anderson Rocha Campos, observou que o ano de 2016 foi muito favorável em relação à área atingida pelos incêndios, situação atribuída por ele ao comportamento climático, com mais chuvas, o que resultou num número menor de incêndios, além das diversas atividades desenvolvidas pelos integrantes da FTP. 

“Em todo o ano, foram registrados 440 incêndios no interior das reservas ambientais, que queimaram cerca de 14 mil hectares de áreas”, afirmou. “Em 2017, já foram registrados 62 incêndios que atingiram 335 hectares”, afirmou. “É o início do período e esse número não é tão representativo”, ressaltou Anderson.

A Área de Proteção Ambiental (APA) das Águas Vertentes, no Município de Serro, foi a unidade que teve o maior número de incêndios em 2016, com 59 ocorrências. Em segundo lugar ficou o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, na região metropolitana de Belo Horizonte, com 47 incêndios ao longo do ano passado. 

Mas, neste caso do Parque, entretanto, é importante destacar que a unidade não foi atingida no ano passado por nenhum incêndio significativo, o que ocorreu apenas na sua zona de amortecimento. 

“Para todo o Estado, os números foram bastante positivos, com reduções significativas especialmente nas Regiões Norte e extremo Norte, mas com cenário bastante favorável também nas demais regiões”, afirma o diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais da Semad, Rodrigo Bueno Belo. 

“Mesmo assim, ocorrências severas ainda acometam unidades de conservação estaduais, como Parque Estadual Serra Verde, próximo à Cidade Administrativa, atingido por um grande incêndio no mês de setembro, próximo ao fim da estação de estiagem, quando o fogo tende a causar danos mais intensos que no início do período crítico”, completou.

Fazem parte do Previncêndio a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) - por meio do Comando de Aviação do Estado (COMAVE) e da Diretoria de Meio Ambiente e Trânsito (DMAT), a Polícia Civil (PCMG), o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).