Cerca de 380 mil crianças de famílias que vivem na extrema pobreza em Minas Gerais, com renda per capita inferior a R$ 89 por mês, alunas da rede estadual de educação, vão receber uma bolsa merenda no valor mensal de R$ 50, em um total de quatro parcelas. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo governador Romeu Zema, que explicou que a medida é uma tentativa de aliviar a fome de crianças que estão afastadas da escola, em razão da pandemia do novo coronavírus, e muitas das quais têm na merenda escolar a única refeição do dia. 

“Fazemos isso para compensar a perda da merenda que tinha na escola. Tenho certeza de que esse valor minimizará o sofrimento dessas famílias, que são as mais impactadas pela Covid-19, já que, geralmente, pai e mãe trabalham no mercado informal e sentem com muito mais intensidade este momento”, disse o governador, em pronunciado virtual.

O mapeamento desse público foi feito em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais, que doará R$ 30 milhões de seu orçamento à iniciativa. Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Elizabeth Jucá, R$ 30 da bolsa merenda serão custeados pelo Estado e R$ 20 pelo Ministério Público. A secretária informou ainda que será distribuído um cartão para cada uma das 380 mil crianças mapeadas, mas o Estado ainda estuda como isso se dará.

O procurador-geral do Estado, Sérgio Tonet, ponderou que a ação objetiva, além de ajudar na alimentação desses alunos da rede pública, incentivar o isolamento social no Estado, que, em sua avaliação, é, neste momento, fator de extrema importância para atrasarmos o pico da crise. Tonet e a secretária de Desenvolvimento Social informaram que o Estado está em busca da ajuda de empresários mineiros para que esse auxílio à alimentação possa ser estendido a mais crianças que vivem na extrema pobreza em Minas Gerais.

O Estado registra nesta terça-feira 49.652 casos suspeitos de Covid-19, 559 confirmados, investiga 100 óbitos, descartou outros 10 e têm 11 mortes confirmadas pela doença causada pelo novo coronavírus.