O imbróglio envolvendo moradores de uma Área de Preservação Especial (APE) do Manancial Cercadinho teve mais um desdobramento na manhã desta sexta-feira (17). Cerca de 100 pessoas, que vivem no espaço protegido, participam de uma reunião com representantes da Polícia Militar, agentes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e representantes de outros órgãos do governo.


Na edição desta sexta-feira, o Hoje em Dia mostrou que moradias improvisadas estão sendo erguidas sem critérios técnicos de engenharia em um terreno às margens da BR-356, entre os bairros Belvedere e Olhos d’Água, na Centro-Sul de Belo Horizonte. A ocupação desordenada pode afetar o meio ambiente e colocar em risco o manancial, um dos que abastecem a capital.

Diretor de Unidade de Conservação do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Cláudio Castro diz que o órgão foi informado há cerca de dez dias sobre a ocupação. "A área é de interesse coletivo, essas invasões causam danos para a sociedade", apontou.

"Hoje vamos estabelecer uma tentativa de diálogo, mostrando que a situação, o espaço, está sob júdice", acrescentou o diretor. De acordo com ele, não é possível, ainda, estabelecer um prazo para a reintegração de posse.

Ameaça

Um morador da ocupação, que preferiu não ser identificado, contou que vem sofrendo ameaças de empresários e proprietários de motéis da região. Entre quarta e quinta-feira, segundo ele, dois homens encapuzados estiveram no local e destruíram algumas casas. "Eles têm nos ameaçado há cerca de 15 dias ", falou o morador. "Eles fazem isso porque somos pobres", completou.

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