O governo de Minas divulgou na tarde desta sexta-feira (11) um pacote de ações para a área de assistência social durante a pandemia. Além do Renda Minas, o Estado terá iniciativas de intermediação de contratação de empregos, feirões e cursos.

Conforme o governo, o Renda Minas pagará R$ 39 a cerca de 2,8 milhões de pessoas, nos meses de outubro, novembro e dezembro. O número representa o atendimento de 1 milhão de famílias, o que significa 13,33% da população mineira. Ao todo, serão investidos, segundo o Estado, R$ 727 milhões.

De acordo com o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), o programa é focado no apoio às famílias em situação de extrema pobreza e que tenham renda per capita (por pessoa) de até R$ 89. O dinheiro também será direcionado a indígenas, quilombolas e pessoas em situação de rua.

"Uma família que tenha 4 pessoas, por exemplo, receberá R$ 156. Para uma família que ganhará R$ 300 do governo federal, isso representa um acréscimo superior a 50%. É como se a queda, ao invés de ser de R$ 600 para R$ 300, fosse de R$ 600 para R$ 456", declarou o gestor. 

Zema relembrou que o aporte estadual para o pagamento do Renda Minas é de uso 'carimbado' para a área da assistência social, não podendo ser empregado em outras áreas, como no pagamento da folha dos servidores. Como parte do programa, os municípios mineiros receberão R$ 22 milhões para auxílio no atendimento ao público do Renda Minas.

Pacote

Além do Renda Minas, o Estado divulgou algumas iniciativas para a assistência social. A primeira delas é o aplicativo para celulares Contrata MG, plataforma desenvolvida pelo governo para fazer o intercâmbio entre profissionais autônomos que buscam oportunidades de trabalho e empresas que precisam desses serviços.

"Nosso objetivo é ampliar a empregabilidade em Minas. O app tem potencial de atender 500 profissionais autônomos por mês, gerando milhares de contratações", informou Elizabeth Jucá, secretária de Estado de Desenvolvimento Social. 

Outra iniciativa, que não teve detalhes divulgados, será o Feirão Virtual do Emprego, que ocorrerá em novembro deste ano e deverá disponibilizar, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), cerca de 15 mil oportunidades de emprego. A ação terá a parceria do Sine MG e do Senac.

Além disso, o governo realizará a Feira Virtual de Economia Popular Solidária. A proposta é que os empreendedores possam disponibilizar, virtualmente, os produtos para comercialização. O Estado não repassou detalhes.

Por fim, Elizabeth Jucá informou que a Sedese oferecerá mil vagas em 14 cursos, nas modalidades de educação a distância e presencial. Algumas das vagas serão exclusivas para mulheres em situação de vulnerabilidade social, como violação de direitos. 

A reportagem entrou em contato com a Sedese para obter mais informações sobre as iniciativas divulgadas e aguarda um retorno.