Um semana após um ciclone ter causado grande destruição em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os estados do sul do país acenderam novamente o sinal de alerta, após o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelar a possibilidade de o fenômeno se repetir na região nos próximos dias.

'Ciclone bomba' pode causar estragos em Minas? Entenda

O Inmet emitiu um alerta de perigo devido ao risco de tempestades ao longo desta segunda-feira (6). De acordo com os meteorologistas, ventos intensos podem atingir algumas regiões catarinenses, variando entre 60 e 100 quilômetros por hora, aumentando a chance de queda de árvores, novos cortes no fornecimento de energia elétrica, estragos em plantações e alagamentos.

O primeiro ciclone, que ganhou a alcunha de "ciclone bomba" em função da sua força, deixou dez pessoas mortas e causou danos em residências, estabelecimentos comerciais e infraestrutura.

Em relação a Minas Gerais, o órgão afirma que não há riscos já que o estado está afastado do oceano. Ainda segundo o Inmet, o fenômeno pode provocar nebulosidade, mas sem oferecer qualquer perigo. Em Belo Horizonte, a previsão para esta terça é de tempo ensolarado, com a tempertura variando entre 15 ° C e 24 ° C. 

Alerta 

Em Santa Catarina, o alerta vale principalmente para o oeste catarinense, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis. No entanto, segundo os meteorologistas do Inmet, a população do Rio Grande do Sul também deve estar atenta, pois o estado deverá ser atingido por forte chuva e ventos.

Na última sexta (3), o chefe da Defesa Civil de Santa Catarina, João Batista Cordeiro Júnior, informou que os danos materiais causados pelo ciclone extratropical da semana passada começariam a ser calculados esta semana, pois, até então, a prioridade dos governos estadual e federal era prestar ajudar assistencial à população diretamente afetada, distribuindo lonas, telhas, roupas e alimentos às pessoas atingidas. Foram registrados estragos em pelo menos 185 cidades catarinenses, o que levou o governo estadual a decretar estado de calamidade pública e pedir ajuda ao governo federal.

* Com Agência Brasil