A quatro dias do início da Copa do Mundo em Belo Horizonte, a Pampulha – palco central dos jogos – já está no clima da mais importante competição esportiva do ano. No entorno do Mineirão, é a Fifa quem dita as regras. Lá, já foi montada toda a estrutura para receber os torcedores e a imprensa. Os retoques finais estão a todo vapor, como indica a intensa movimentação de pessoas que trabalharão no evento.
 
As mudanças são visíveis a qualquer um que passa pela avenida Abraão Caram, ao lado do estádio. Ocupando uma faixa da via, um gradil foi instalado para organizar a chegada e saída de quem for ao estádio assistir aos jogos.
 
Durante toda a semana, o vai e vem de carros ocorrerá normalmente. As intervenções viárias já foram planejadas, mas só serão sentidas, pela primeira vez, no próximo sábado, data em que o Mineirão será palco do confronto entre Colômbia e Grécia.
 
Neste dia, a operação no perímetro de segurança da Fifa começa a valer a partir da 0h01. Estará proibido o estacionamento nas ruas vizinhas do estádio e o acesso ficará restrito a veículos credenciados. Moradores e trabalhadores da região também tiveram o nome “catalogado” pela Federação para que possam chegar às próprias casas e serviços.
 
As mudanças atingem, ainda, a orla da lagoa. Entre a Igreja São Francisco de Assis e avenida Santa Rosa, o estacionamento ficará proibido nos dois sentidos.
 
Embora o verde e amarelo nas ruas ainda se mostre discreto, há moradores e comerciantes da Pampulha que investiram alto na decoração. Como as irmãs Bruna e Cláudia Calab. 
 
Bruna inaugurou, na última segunda-feira (9), uma lanchonete na Abraão Caram e decorou o lugar com balões com as cores da bandeira do Brasil. Já Cláudia é dona da casa mais enfeitada na avenida Coronel José Dias Bicalho. “Começamos a organizar a decoração há quatro meses. Depois que os materiais foram comprados, levamos mais 25 dias para arrumar tudo. A família toda virá assistir aos jogos aqui”.
 
Apreensão
 
Ainda na Pampulha, o ar festivo de início de Copa do Mundo deixa de existir na avenida Antônio Carlos, principal via de acesso ao Mineirão. Temendo protestos que acabem em atos de vandalismo, como ocorreu na Copa das Confederações, no ano passado, donos de concessionárias “blindaram” os estabelecimentos.
 
Em vez dos vidros para expor os carros à venda, há contêineres, placas de metal e arame farpado nas fachadas dos imóveis. A medida pode parecer extrema, mas, para os empresários, é justificável. Em 2013, uma só concessionária amargou prejuízos de R$ 4 milhões, provocados durante atos de vandalismo. Os veículos foram incendiados.