Familiares e muitos amigos estiveram neste domingo no cemitério do Bonfim, na região Noroeste de Belo Horizonte, para a despedida do estudante Daniel Adolpho de Melo Viana. O enterro do corpo do jovem, assassinado em calourada nas proximidades da PUC Minas, foi às 10 horas. Descrito como um menino gentil, que não tinha o hábito de beber nem de se envolver em brigas ou confusões, Daniel levou um tiro à queima-roupa, na madrugada do último sábado, quando participava de uma festa. Segundo testemunhas, P.H.C.L. tinha um revólver e atirou no rosto do rapaz após um esbarrão.

Os parentes estão inconformados com o assassinado de Daniel, que cursava o último período de Direito da Faculdade Pitágoras. Ele completaria 23 anos no fim do mês. Muito abalado, o pai do menino não quis falar com a imprensa. Mas parentes afirmaram que a família está revoltada com a violência gratuita. Um amigo contou que chegou a lutar com o assassino, mas que colegas de P.H.C.L, de 29 anos, sumiram com a arma do crime. O revólver ainda não foi localizado. O suspeito pode ser enquadrado por homicídio duplamente qualificado - por motivo torpe e emprego de arma de fogo. A pena prevista varia entre 12 e 30 anos de prisão.

O crime

 
Daniel Adolpho de Melo Vianna foi morto por um disparo à queima-roupa na madrugada de 8 de agosto, quando participava de uma festa, em um bar no bairro Dom Cabral, região Noroeste de Belo Horizonte. Ele morreu no local.
 
Segundo o delegado Sidney Aleluia, da Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan), testemunhas relataram, em depoimento formal, que o jovem estava na fila do bar quando tudo começou. "O suspeito teria esbarrado nele, olhado para trás e, na sequência, sacado um revólver e atirado no rosto dele, à queima-roupa", detalhou o delegado. 
 
O suspeito do crime, P.H.C.L., de 29 anos, tentou fugir após o tiro, mas foi contido por outras pessoas na festa e preso em flagrante após a chegada da Polícia Militar. Durante a confusão, a arma teria sido entregue a um terceiro envolvido, ainda não identificado. O revólver não foi localizado.
 
P.H.C.L. foi enquadrado por homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e emprego de arma de fogo). O crime é considerado hediondo e tem pena prevista de 12 a 30 anos de prisão. "Ele também responderá por porte ilegal de arma e por efetuar disparo em via pública", completou o delegado. O suspeito tem passagem na polícia por porte ilegal de arma.
 
Daniel cursava o último período de Direito da Faculdade Pitágoras. Ele completaria 23 anos no fim de agosto.
 
Festa
 
A calourada acontecia no Bar do Rosa, tradicional ponto de encontro de estudantes da PUC Minas, na rua lateral ao campus Coração Eucarístico da universidade. Filho do proprietário, Gustavo Farias de Souza contou que a família adquiriu o bar há três anos e que problemas semelhantes nunca foram registrados no espaço.
 
O pró-reitor de Logística e Infraestrutura da PUC Minas, Rômulo Albertini, lamentou o episódio, mas ressaltou que a instituição não tinha envolvimento com a festa.