Um estudo da UFMG aponta que drogas indicadas para determinadas doenças têm potencial para serem utilizadas no tratamento de outras enfermidades, como Alzheimer. A pesquisa baseia-se em uma abordagem chamada de medicina das redes.

A possibilidade foi apontada na tese de doutorado de Thomaz Lüscher, que utilizou uma rede de informações científicas disponíveis em artigos na internet e com a ajuda de ferramentas de inteligência artificial, cruzou e analisou dados sobre 99 doenças das classes neuropsiquiátricas, como o autismo, infecciosas, como o HIV, e inflamatórias, como a psoríase e a artrite. 

"Lüscher descobriu novas possibilidades de usos de medicamentos já existentes, demostrando seu potencial para o tratamento de outras doenças que não apenas aquelas para as quais foram inicialmente formulados, processo conhecido como reposicionamento de fármacos", informou a UFMG.

Além disso, o trabalho também descobriu algumas relações importantes entre doenças neuropsiquiátricas e enfermidades inflamatórias crônicas.

O estudo foi desenvolvido no ano passado, com financiamento da Capes, pelo Programa de Pós-graduação em Bioquímica e Imunologia do Instituto de Ciências Biológicas, e teve a orientação da pesquisadora Glória Regina Franco.

Segundo a UFMG, a pesquisa deve ser disponibilizada em breve no Repositório Institucional da UFMG. Enquanto isso, parte dos resultados já pode ser consultada em artigo publicado na revista Translational Psychiatry (clique aqui).

Para saber mais sobre o estudo, clique aqui e ouça o áudio da edição 51 do programa "Aqui tem ciência", da Rádio UFMG Educativa, que trata sobre a pesquisa. 

Alzheimer

De acordo com o Ministério da Saúde, Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que se manifesta apresentando deterioração cognitiva e da memória de curto prazo e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo. Saiba mais aqui.

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