O ex-policial militar N. R. A., acusado de matar Herick Viriato Parreiras Paulino, de 25 anos, na saída de uma boate no Calafate, em 2015, confessou o ato em júri popular na manhã desta segunda-feira (12), mas afirmou que agiu em legítima defesa. O julgamento, no entanto, foi interrompido e adiado para o dia 23 de outubro deste ano. A sessão foi interrompida a pedido do Ministério Público de Minas Gerais após um defeito no funcionamento de um DVD com imagens sobre o caso.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o julgamento chegou a ser iniciado, com o sorteio dos jurados, o depoimento de três testemunhas e o interrogatório do réu. No entanto, o juiz Ricardo Sávio de Oliveira, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, aceitou pedido do MPMG e interrompeu a sessão até que uma nova mídia seja solicitada à Polícia Civil e encaminhada à Justiça. 

Em seu depoimento nesta segunda-feira (12), o ex-policial militar confessou o crime e afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ele, a vítima estava armada e chegou a ameaçá-lo dentro e na saída da boate.

O ex-militar, hoje com 42 anos, afirmou ainda que foi apenas apartar uma briga entre a vítima e outras pessoas dentro da boate, após um balde de bebidas ter sido derrubado pelos envolvidos na confusão. Por tentar apaziguar o confronto, o ex-policial afirmou que foi agredido.

Na época, segundo o TJMG, nenhuma arma foi encontrada pela polícia com a vítima. O Ministério Público, em sua denúncia, ressaltou que o policial matou Herick Paulino na saída da boate porque a vítima acidentalmente derramou cerveja em uma mulher que estava acompanhando o então militar. Os dois teriam entrado em confronto ainda dentro da casa de shows.

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