O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, afirmou nesta segunda-feira (4), durante coletiva, que o exame usado para verificação do novo coronavírus tem 60% de confiabilidade - ou seja, 40% de chance de acusar um resultado de falso negativo. “Não existe, neste momento, exame 100% preciso para Covid-19”, explicou.

Segundo ele, os exames são fundamentais para o controle sanitário da doença, mas não podem ser encarados como absolutos pelas pessoas que foram testadas. “Se pegar um paciente e fizer um PCR nela, usando um swab, essa pessoa tem uma chance de 60% de ter um exame confiável para positivo e 40% de chance de não estar revelando o que está acontecendo com ela. Essa é uma fragilidade que nós temos”, afirmou o secretário.

Para que haja um grau maior de eficácia no teste PCR (que verifica a presença do genoma do vírus em secreções), o swab (veja foto) deve ser inserido da forma correta na narina do paciente. Se o exame for feito no início ou no final da incubação, poderá haver um falso negativo, devido à quantidade pequena de vírus na amostra.

Amaral informou ainda que o teste rápido, já feito por vários laboratórios privados, também não é 100% confiável. “Por isso, é fundamental a avaliação médica, para ter maior qualidade na avaliação dos exames”, disse. Durante a coletiva, o secretário reforçou, mais uma vez, que Minas mantém uma taxa de 3,5% de resultados positivos entre os exames feitos até o momento para a Covid-19. 

De acordo com a SES, os testes rápidos não substituem o exame PCR, realizado pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED), que analisa a presença do vírus na mucosa e secreções nasais. "Os kits de testes rápidos identificam anticorpos já gerados pelo vírus, ou seja, eles têm como objetivo saber se a pessoa já teve ou não contato com a doença em algum momento de sua vida. O teste rápido não serve para identificar se a pessoa possui, neste momento, o coronavírus. Ele apenas detecta se ela já teve, no passado, a infecção", assegura o órgão. 

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