Exames não foram suficientes para identificar a causa da morte de peixes no rio Santo Antônio, na altura da cidade de Ferros, na região Central do Estado, ocorrida em maio deste ano. Testes realizados por dois laboratórios comprovaram o excesso de ferro no curso d'água, além do permitido pela legislação, mas a causa da mortandade ainda é um mistério. 
 
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), as mortes foram comunicadas em 19 de maio, pela Ong Associação de Defesa do Ambiente de Ferros. Um boletim de ocorrência foi lavrado pela Polícia Militar Ambiental, que realizou uma ação de fiscalização e vistoria no local.
 
Amostras de água e peixes mortos foram coletados no rio para exames. Segundo o laudo emitido pelos laboratórios da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pelo laboratório Hidrocepe – Serviços de Qualidade Ambiental Ltda, a partir das amostras coletadas não foram suficientes para identificar a causa da mortandade de peixes ocorrida no rio Santo Antônio. 
 
O teste apontou a alta concentração de ferro encontrada no rio Santo Antônio possa ser proveniente do afluente rio do Peixe. 'Entretanto, a ausência de amostragens de referência realizadas próximo à data da ocorrência não permite afirmações conclusivas acerca do responsável pelo aumento na concentração de ferro dissolvido no local da ocorrência. Além disso, apenas o aumento da concentração deste componente na água não é capaz de explicar a causa da mortandade de peixes”, informou a Semad, em nota. 
 
Conforme o órgão estadual, as análises realizadas nos peixes afetados não contemplaram a avaliação da causa mortins (dissecação, análises morfológicas, necropsia). Além disso, o laudo apontou que as quantidades de parâmetros orgânicos nas amostras estavam dentro dos limites definidos e não contribuíram para determinar a causa da mortandade.
 
Também não foi possível identificar a origem da mortandade de peixes ao longo do leito do rio Santo Antônio.
 
A reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de Ferros para saber quais medidas serão adotadas após a morte dos peixes ou da constatação do excesso de ferro no rio.