Dois executivos da Vale foram ouvidos pelos deputados que compõem a CPI da Barragem de Brumadinho, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na manhã desta quinta-feira (23). São eles um gerente-executivo de Planejamento e Programação do Corredor Sudeste e um gerente-executivo de Geotecnia Corporativa. 

Durante os depoimentos, eles alegaram que não tinham conhecimento de dados que pudessem ajudar a antever o rompimento e que setores diferentes do que os dois atuam eram responsáveis por atestar a segurança da barragem, mantendo o tom dos depoimentos dos executivos que já se pronunciaram anteriormente na CPI. 

Os parlamentares da CPI disseram que a impressão é que os depoentes estão "blindados" e que a estratégia usada por eles é colocar a culpa nos outros. 

Os dois executivos ouvidos nesta quinta chegaram a ser presos em fevereiro, mas conseguiram autorização judicial para responder ao processo em liberdade. Um deles, que teria sido acusado por um dos engenheiros da empresa Tüv Süd de ter pressionado os consultores para assinar o lado de estabilidade, negou a acusação. 

Ao contrário de funcionários da Tüv Süd, que permaneceram em silêncio quando foram ouvidos na CPI, os funcionários da Vale responderam a todas as questões, exceto as que buscavam esclarecimentos sobre os valores dos seu salários ou gratificações recebidas em forma de divisão de lucros. 

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