Um exemplar macho da espécie Holoaden luederwaldti, conhecido popularmente como rãzinha-verrugosa-da-serra-de-Luederwaldt, foi encontrado no Parque Nacional de Itatiaia, no Rio de Janeiro, por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A descoberta ocorreu em fevereiro e foi feita pela equipe de herpetologia, ciência que estuda os anfíbios e os répteis, do Departamento de Zoologia, que integra o projeto Diversidade Desaparecida.

Segundo o professor Paulo Christiano de Anchietta Garcia, do departamento de Zoologia, o último registro sobre a rã, no Parque Nacional de Itatiaia, foi em 1957. "O achado é o resultado parcial de uma pesquisa mais ampla, que visa descobrir o maior número possível de espécies que sumiram do Parque há mais de 30 anos”, explicou o professor.

rãzinha-verrugosa-da-serra-de-Luederwaldt
A Holoaden luederwaldti se desenvolve de maneira direta, ou seja, não passa pelo estágio de girino

Segundo a literatura científica, a rã pode medir de três a cinco centímetros de comprimento, e sua reprodução ocorre de outubro a dezembro. Seu nome faz alusão à pele cheia de glândulas. Essa espécie, curiosamente, tem desenvolvimento direto – não passa pelo estágio larval, ou seja, de girino.

Devido à raridade e ao baixo número de registros, a rãzinha figura na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção, do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio)".

O projeto tem o objetivo de organizar o conhecimento sobre as espécies do parque, como forma de orientar os processos de tomada de decisão e as políticas públicas direcionadas ao manejo e à conservação da biodiversidade. “Precisamos de mais informações sobre nossa fauna e flora, para que seja possível manejar os recursos naturais com mais consciência”, diz o pesquisador.

Com informações da UFMG