O retorno da Feira de Artesanato da avenida Afonso Pena, que vai reabrir em Belo Horizonte no próximo domingo (27), após seis meses fechada por causa da pandemia, não agradou 100% dos expositores.

Para evitar aglomeração, a prefeitura mudou o layout, ampliando a área onde ficam as barracas. Porém, os feirantes do setor de alimentação reclamam que vão ficar em um espaço separado da feira, na lateral da Afonso Pena. 

Temendo prejuízos com a mudança, um grupo formado por vários trabalhadores protestou em frente à sede da PBH, na manhã desta terça-feira (22). Os manifestantes querem ser incluídos dentro da Feira Hippie, como a mostra é carinhosamente conhecida pelos moradores de BH.

Presidente da associação que representa os feirantes, William Santos também disse que os trabalhadores reivindicam mais um espaço para vender alimentos. Pelo layout proposto pela prefeitura, todas as 130 barracas de alimentação vão ficar na rua Espírito Santo.

Os manifestantes, no entanto, também querem ocupar o espaço entre a avenida Álvares Cabral e rua Goiás. "Tem pessoas que não ficaram satisfeitas com a disposição. Querem que todos fiquem alinhamentos na feira", disse.

Santos adiantou que todos os feirantes estão ansiosos com a retomada, mas pondera que a frustração de alguns poderia ter sido evitada se o Executivo tivesse consultado os trabalhadores. "Quem realmente faz a feira, somos nós. Deveria ter sido mais democrático, pois cada um sabe sua dor", declarou.

Atualmente, a Feira Hippie conta com 1.700 expositores. Para comportar todos os feirantes, a PBH ampliou o espaço da mostra que, a partir de domingo, funcionará da avenida Carandaí até a Praça 7.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que realizou reunião com a comissão paritária dos feirantes e, na ocasião, foram apresentadas sugestões. A administração municipal afirmou que está avaliando.

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