Em uma das árvores, as volumosas raízes foram tomadas por caixas de papelão, garrafas PET e copos descartáveis. Mais à frente, algumas espécimes estão queimadas e há sapatos, colchão abandonado e até monitor de computador em volta do tronco.

Não bastasse a mutilação dos fícus da avenida Bernardo Monteiro, no bairro Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, atacados por uma praga, o espaço reservado às árvores centenárias está em completo estado de abandono.ixo e constantes atos de vandalismo ajudam a emporcalhar o ambiente.

A degradação, que pode apodrecer a planta e provocar sua queda, tem sido constante desde a saída dos antigos expositores das feiras livres realizadas às sextas e aos sábados. Expositores da Associação da Feira de Comidas e Bebidas Típicas Tom Jobim reclamam do descaso.

“Quando acontecia a feira na Bernardo Monteiro, os donos das barracas sempre tinham cuidado e atenção especial para evitar o acúmulo de sujeira. Nós sempre levávamos sacos de lixo e não depositávamos nada na rua”, diz o presidente da associação, Marco Aurélio Pereira, que trabalha há 27 anos na região.

Por telefone, a assessoria da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) informou que a varrição e a coleta de lixo são feitas diariamente na avenida. O órgão alega que os comerciantes da região estão orientados a depositar o lixo somente a partir das 18h, para a coleta noturna. O morador que tiver grande quantidade de entulho para despejar pode procurar uma das Unidades de Recebimento de Pequenos de Volume (URPVs). São 32 na capital. O endereço pode ser consultado no site da prefeitura (www.pbh.gov.br/slu) ou pelo telefone 156.