Arrombamentos a carros, assaltos, assédio sexual, sequestros-relâmpago, tráfico de drogas. Vários são os crimes relatados no entorno de diversas faculdades de Belo Horizonte. Os acontecimentos foram apresentados nessa terça-feira (7) durante uma reunião entre alunos,representantes das instituições de ensino e deputados da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A Audiência Pública,realizada na Universidade Fumec, localizada no Bairro Cruzeiro, região Centro-Sul de BH, contou com estudantes e representantes da Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e Instituto Izabela Hendrix, entre outros e representantes das policias Civil e Militar.

O pedido de todos é por melhorias na iluminação pública, poda de árvores e a instalação de câmeras do Sistema Olho Vivo, da Prefeitura de Belo Horizonte, no entorno das instituições na tentativa de coibir as ações criminosas.

“Não passa uma semana sem que aconteça ali um arrombamento ou um assalto”, comentou o coordenador de segurança do Cefet, Luiz Cláudio Biagini.

Diversos estudantes da Fumec relataram os problemas,sobretudo após o término das aulas da noite, que acabam às 22h40. Nessa segunda-feira a reportagem do Hoje em Dia observou uma série de viaturas da Polícia Militar circundando a Fumec.

A atuação em rede, ou seja, em conjunto com outras instituições e a comunidade, foi a principal solução prometida pelos representantes da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na audiência pública. O major PM Lucas Pinheiro, subcomandante do 22º Batalhão de Polícia Militar, que atua na Região Centro-Sul, disse que um projeto de atuação em rede foi implantado no bairro Cruzeiro, onde está a Fumec, há pouco mais de um mês.

Segundo ele, o policiamento ostensivo também foi intensificado, resultando em uma redução do número de roubos de 44% no bairro do Cruzeiro, na primeira quinzena de maio, em relação ao mesmo período de 2015.

O delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional Sul, Samuel Nery, relatou algumas ações ocorridas no bairro Cruzeiro, como a que identificou uma rede de assaltantes que revendiam celulares roubados na região para mercados populares no Centro da Capital.