O atendimento precário por falta de verba faz o Complexo Hospitalar Metropolitano Odilon Behrens, localizado na região Noroeste de Belo Horizonte, agonizar. Responsável por prestar assistência a aproximadamente 18 mil pessoas por ano, a unidade de saúde está correndo o risco de rejeitar pacientes por falta de recursos.

A informação foi passada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMSBH), que nesta quarta-feira (19) promoveu um ato público para denunciar a grave situação financeira do hospital. Atualmente, o déficit é de R$ 40 milhões. Sem dinheiro em caixa, parte dos 516 leitos pode fechar. “A unidade é 100% SUS e se o recurso não for regularizado, o atendimento ficará completamente prejudicado”, explicou a secretária-geral do CMSBH, Maria da Glória Capistrano.

A Prefeitura de BH garantiu que não há atrasos nos repasses, mesmo assim, informou que está analisando a situação da unidade para impedir interrupção dos atendimentos. Já o Governo de Minas declarou que irá regularizar os repasses referentes a 2017 até setembro.

Protesto

Para tentar mudar o cenário em que o hospital se encontra, aproximadamente 200 pessoas - dentre médicos, enfermeiros e pacientes -, deram um abraço simbólico ao redor do Complexo e fizeram passeata nas proximidades da unidade. Representantes do Ministério Público Estadual (MPE) também participaram do ato e prometeram reunir os executivos municipal e estadual para discutir a grave crise financeira.

protesto no odilon behrens
Ato público foi organizado para denunciar a situação da unidade de saúde
 

Verba

A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) reconheceu que a maior parte do finaciamento para manutenção da unidade vem do Tesouro Municipal, mas frisou que não está em débito com o Odilon Behrens. "O problema de financiamento enfrentado atualmente se deve ao fato de que o recurso disponível para o hospital é insuficiente para cobrir as despesas do HOB", destacou.

Para resolver o problema, o órgão criou a Unidade de Boas Práticas de Gestão em Saúde, que está realizando um diagnóstico da situação financeira do hospital. A expectativa é que todo o estudo e os encaminhamentos para solução dos problemas ocorram até setembro.

Já o Estado informou que toda a quantia referente a 2016 foi quitada no dia 26 de junho deste ano. Para 2017, o repasse previsto é da ordem de R$ 5.666.331,97, divido em três vezes. As duas primeiras parcelas devem ser totalmente pagas até setembro, informou a Secretaria Estadual de Saúde (SES). 

Além disso, está previsto uma parcela excepcional de R$ 2.128.781,68, mas a data para a transferência não foi definida.