O número de leitos exclusivos para pacientes com a Covdi-19 foi reduzido nos hospitais da rede pública de Belo Horizonte, segundo o secretário Municipal de Saúde, Jackson Machado. A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (30).

Segundo o representante da pasta, a falta de servidores e a saturação dos profissionais de saúde é o motivo para a queda na oferta de leitos. “Nós reduzimos realmente o número de leitos no boletim porque muitos dos hospitais diziam que tinham x leitos, mas alguns desses leitos estavam bloqueados por falta de pessoal para fazer aquele leito funcionar. Então, o leito aparentemente estava disponível, mas na verdade não estava. Nós só conseguimos receber essas informações dos hospitais agora recentemente e foi por isso que esse número caiu”, disse.

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado nesta quarta, a rede SUS conta hoje com 242 vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 838 de enfermaria destinadas apenas para pacientes infectados. No início de agosto, por exemplo, eram 424 e 1.115, respectivamente. “A gente tem uma gordurinha para queimar de leitos ainda disponíveis, mas estamos com um problema grande de pessoal. Essa é uma época que muitas pessoas tiram férias, isso não é exclusivo dos médicos. E, como já foi dito pelo prefeito, as equipes, principalmente intensivistas, estão saturadas pelo número de pessoas que estão tendo que atender”, completou

Ainda segundo Jackson, a prefeitura pode solicitar a compra de leitos da rede privada, caso seja necessário, mas alerta para uma situação ainda mais grave no setor. “A outra opção é comprar leitos da rede privada, mas estamos vendo que os leitos estão mais ocupados que os da rede pública. Então é um problema muito difícil”, avaliou.

Apelo

Diante dos dados, o secretário pediu para que a população seja consciente e tome os devidos cuidados para evitar uma contaminação. “Por isso a gente apela para as pessoas não se contaminarem. Caso aconteça uma contaminação maciça, que vá demandar um número muito grande de leitos, tanto de enfermaria quanto de CTI, nós corremos o risco de ter gente morrendo na rua”, finalizou.

Leia mais: 
Belo Horizonte está preparada para receber vacina contra Covid-19, reforça Kalil
'Não existe passaporte para festa', diz infectologista sobre teste antes de comemorações de Ano Novo
Fiscalização para combate às festas clandestinas será reforçada durante o feriado de Ano Novo em BH