A falta de repasses da União está comprometendo o atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e também o funcionamento do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). Essas foram algumas das constatações de deputados e profissionais de saúde em Audiência Pública realizada Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na manhã desta quinta-feira (9).

Segundo os relatos, prédios que já estão prontos não estão funcionando por falta de verbas. Com isso, o governo do Estado vem assumindo diversos custos que deveriam ser de  responsabilidade do governo federal. Segundo a secretária municipal de Saúde de Curvelo, região Central do Estado, uma UPA pronta desde 2013 está parada por falta de verbas. Como já há uma outra unidade de pronto atendimento mantida pela prefeitura, o município não consegue arcar com os custos de outra unidade.

“Os municípios não têm como aguentar essa carga mais”, disse. Rejane Valgas Galvão afirmou, ainda, que não há nenhum Samu na região e disse que o dinheiro repassado pela União não é revisto há muitos anos, enquanto os custos só aumentam.

O assessor da coordenação estadual de urgência e emergência da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Christian Chebly, ressaltou que a pasta está em período de transição, com o ingresso do novo secretário. Observou, também, que hoje são 43 UPAs em funcionamento em Minas Gerais e que o governo estadual tem repassado recurso a elas, que antes só tinham verba da União e dos municípios.

Ainda de acordo com o Estado, ao menos oito unidades já construídas estão com seu funcionamento interrompido  por questões financeiras. Os custos com o Samu estão chegando na casa dos R$ 6 milhões. O Ministério da Saúde já teria, segundo ele, aprovado o plano para cofinanciamento desse serviço, mas o recurso ainda não teria sido repassado.