Falta de desfibrilador e de insumos básicos para higiene em unidades de pronto-atendimento de Belo Horizonte foi flagrada durante vistoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). A inspeção aconteceu em 18 dos 31 hospitais públicos e privados da capital, entre 7 de abril e 1º de julho.

Os fiscais sanitários verificaram infraestrutura, disponibilidade de insumos e medicamentos e processos de trabalho.

Nas salas de emergência de dois hospitais não havia desfibrilador e monitor cardíaco no momento da inspeção. O primeiro equipamento é imprescindível na ressuscitação de pacientes em parada respiratória, alerta Evandro Guimarães de Souza, do Comitê de Prevenção da Sociedade Mineira de Cardiologia.

Em quatro unidades não havia itens como sabonete líquido, papel toalha e lavabo.
Os problemas teriam sido regularizados imediatamente, garante o secretário municipal adjunto de Saúde de BH, Fabiano Pimenta.

A Vigilância Sanitária verificou também que quatro salas de emergência não tinham ar-condicionado em funcionamento. Além disso, em seis hospitais há a necessidade de ampliação do espaço físico nas salas de emergência, inalação e observação.

Sigilo

A prefeitura não especificou onde constatou as falhas para “não expor” as unidades de saúde.

A conduta é condenada pelo consultor de sistemas e políticas de saúde César Augusto de Barros. “As pessoas têm o direito de saber quais unidades têm problemas e de exigir transparência nos resultados, pois pagam impostos que financiam o SUS”.

As unidades com irregularidades terão de 15 a 180 dias para se adequarem. Depois, haverá nova vistoria. Hospitais que não fizerem as correções poderão ser multados e até interditados.

“Num primeiro momento, nossa atitude não busca punições, mas a detecção de problemas e soluções”, explica Fabiano Pimenta, afirmando que a SMSA identificou aspectos positivos na vistoria, como centrais de esterilização de materiais com protocolos adequados.
 
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