Documentação para tornar famílias circenses patrimônio imaterial brasileiro foi entregue ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O registro foi solicitado por Sula Mavrudis e Mayara Mattos, membros do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec), do segmento Circo, ligado à Secretaria de Estado de Cultura.

A intenção é garantir a salvaguarda da cultura no país. Em Minas, a proteção atingirá mais de 100 famílias de circos tradicionais. O registro vai possibilitar que essas pessoas sejam reconhecidas nos estados em que circulam para que possam receber atendimento de saúde, educação, assistência social e também tenham um endereço para que possam participar dos serviços oferecidos à comunidade.

O processo foi iniciado em 5 de novembro – Dia Nacional da Cultura – com a assinatura do Protocolo de Intenções por mais de 40 prefeitos. O dossiê para o reconhecimento é composto de um esboço histórico das famílias do segmento que vieram para o Brasil.

O documento também tem informações sobre outras famílias que se configuraram nesses últimos séculos pela produção social e artísticas dos circenses em território nacional, além de material jornalístico e um pequeno acervo fotográfico.

Segundo o secretário adjunto e superintendente de Interiorização e Ação Cultural, João Miguel, a integração das famílias circenses à comunidade é uma preocupação do atual governo do Estado. O reconhecimento, conforme João Miguel, traz à cena da cultura mineira a visibilidade necessária para que esse povo seja integrado à sociedade e tenham seus direitos atendidos.

O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, também destacou a relevância da iniciativa. Para ele, esses grupos familiares são notáveis núcleos culturais e guardiões milenares das artes e saberes do mundo do circo. Reconhecer essa importância é um dever das políticas públicas de cultura, diz o secretário.