Familiares de pacientes do Hospital RG, na rua Padre Eustáquio, no bairro de mesmo nome, na região Noroeste de Belo Horizonte, denunciam a falta equipamentos para atendimento de urgência, recursos humanos e estrutura física precária. 

A artista plástica, Clarice Fonseca, procurou a reportagem do Hoje em Dia dizendo que seu pai, de 71 anos, aderiu a um convênio oferecido pelo hospital. O problema é que na tarde desta quarta-feira (13), assim que chegou a unidade para a realização dos primeiros exames, ela ficou assustada com a falta de estrutura do local e o descaso com os pacientes. 
 
Segundo Fonseca, o único elevador do prédio, de cinco andares, não funciona há cerca de seis meses. Familiares de cadeirantes e pacientes com dificuldade em se locomover têm que subir os degraus com as pessoas no colo. Além disso, explica ela, a direção do hospital proibiu a informação dos preços dos exames por telefone, entre outras irregularidades. 
 
No ano passado, a Vigilância Sanitária municipal chegou a interditar o hospital. Na época, o local não havia cumprido um acordo que determinava a suspensão do atendimento até que as irregularidades encontradas pelos fiscais fossem corrigidas. Por falta de condições sanitárias, o hospital já havia sido notificado. As unidades de internação, os blocos obstétrico e cirúrgico, o serviço de urgência e emergência foram fechados. O Hoje em Dia tentou falar com a direção do hospital, mas a pessoa que atendeu o telefone se limitou em dizer que não havia nenhum responsável na unidade.