Os familiares das cinco pessoas que morreram carbonizadas em um grave acidente, na rodovia Fernão Dias, na altura de Itaguara, na região Central de Minas Gerais, compareceram na manhã desta sexta-feira (5) no Instituo Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte para coletar material para o exame de DNA. 
 
De acordo com a Polícia Civil, o resultado deve ficar pronto entre 30 e 90 dias. Enquanto isso, familiares e amigos das vítimas poderão esperar até três meses para preparar o velório e o sepultamento na cidade de Poços de Caldas. Das cinco vítimas que morreram no acidente, quatro eram de Poços e estavam em uma kombi da Secretaria Municipal de Saúde. Alguns dos ocupantes da kombi eram pacientes que voltavam de consultas e tratamento em Belo Horizonte, os outros eram acompanhantes. O motorista da kombi Francisco Lino Alves, também está entre as vítimas fatais. 
 
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a kombi foi atingida no engavetamento que envolveu outros sete veículos. Uma barricada de pneus feita na pista durante uma manifestação de caminhoneiros teria provocado o acidente. Por causa do congestionamento que se formou na rodovia, o motorista de uma carreta não conseguiu parar a tempo, atingindo vários carros que se incendiaram em seguida. 
 
As câmeras da empresa Autopista registraram as imagens de três veículos em chamas. Alguns dos passageiros foram retirados dos veículos por outros motoristas que passavam pelo local, mas como o fogo se alastrou rápido e tomou conta de tudo, quem ficou para trás morreu carbonizado. 
 
Entre as vítimas está o motorista da kombi da Secretaria de Saúde Poços, o paciente Moacir Marcondes, 71 anos, que fazia tratamento contra um câncer em BH, a irmã dele, Maria Aparecida Marcondes, que o acompanhava, e Crislaine Guimarães de Oliveira, 18 anos, que acompanhava o filho Pietro Oliveira, de dois anos, que também fazia tratamento em Belo Horizonte. 
 
O menino Pietro, o pai dele, Ricardo de Oliveira, uma menina de seis anos e a avó que a acompanhava, Raquel de Oliveira Martins, 71 anos, sobreviveram. Todos foram levados para o hospital de Itaguara. O prefeito de Poços, Eloísio do Carmo Lourenço decretou luto oficial de três dias, em memória aos mortos. (Com Margarida Hallacoc)