A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, nesta quarta-feira (24), que 24 medicamentos (veja lista abaixo) ofertados na Farmácia de Minas estão em falta no Estado. Segundo a pasta, a escassez é causada, entre outros motivos, pela dependência de repasse pelo Ministério da Saúde e atraso de fornecedores.

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"A SES-MG esclarece que já solicitou o reabastecimento dos medicamentos faltantes ao Ministério da Saúde. Tão logo sejam entregues no almoxarifado, a SES-MG vai distribuir a todas Regionais de Saúde do Estado", informou, em nota.

Conforme o Estado, o Ministério da Saúde ainda não informou uma previsão para a regularização do abastecimento. Atualmente, só em Belo Horizonte, cerca de 3 mil pessoas são atendidas na Farmácia da capital.

Entre os remédios em falta, estão o complemento alimentar para recém-nascidos que sofrem de fenilcetonúria (doença que pode causar convulções e retardo mental); penicilamina para tratamento de artrite reumatoide; e o sulfato de hidroxicloroquina, que é utilizado no tratamento de doenças como lúpus e malária, e não tem comprovação científica de eficácia para a Covid-19.

Motivos

Além dos remédios que estão em espera para serem enviados pelo governo federal, um outro motivo para a falta dos medicamentos é o atraso na entrega por fornecedores do item.

Há, ainda, casos de remédios que estão faltantes porque, durante realização de pregão para a compra, nenhum fornecedor se interessou em participar da licitação. Nesses casos, a SES informou que continua tentando adquirir o item.

Enquanto o problema não é solucionado, a SES-MG afirmou que cabe ao médico que acompanha o paciente avaliar a possibilidade de realizar o tratamento com outro medicamento, conforme situação clínica de cada caso.

Além disso, declarou que tem trabalhado para reduzir filas na Farmácia de Minas, priorizando o atendimento por agendamento antecipado e buscando reduzir o deslocamento de usuários. Segundo o governo, os usuários que comparecerem nos dias e horários agendados receberão prioridade no atendimento.

O Hoje em Dia entrou em contato com o Ministério da Saúde para obter informações sobre previsão de entrega de medicamentos e aguarda um posicionamento.

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