No Dia Mundial de Luta contra o Câncer, comemorado nesta quinta-feira (4), uma boa notícia: em um esforço conjunto, a Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) se unem para tentar erradicar o câncer de colo de útero, a quarta maior causa de morte entre as brasileiras, até 2030.

Para isso, as duas entidades trabalham com 3 pilares, o primeiro é aumentar a cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV) entre meninas e meninos com até 15 anos de idade. A vacina é aplicada gratuitamente nos postos de saúde de todo país, mas em 2020, por causa da pandemia da Covid-19, em Belo Horizonte a cobertura vacinal foi de apenas 40%.  

O segundo pilar é aumentar o número de exames ginecológicos preventivos, o Papanicolau, e fazer um rastreamento de, pelo menos, 70% das mulheres que fazem o exame. O terceiro ponto é garantir que 90% das mulheres identificadas com lesões precursoras ou câncer invasivo recebam tratamento adequado e em tempo hábil. A estimativa é reduzir a mortalidade feminina em cerca de um terço.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), 625 mil novos casos de câncer são registrados por ano no Brasil. O câncer de útero, o mais agressivo entre os cinco tipos ginecológicos, foi responsável pela morte de 7.000 mulheres em 2020, “grande parte poderia ter sido evitada se as mulheres tivessem feito acompanhamento com um ginecologista”, diz o presidente da Federação das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Agnaldo Lopes.

Acompanhe a entrevista na íntegra.