Fechamento do comércio evitou 4 mil mortes e pode ser recomendado de novo, diz chefe da Saúde de BH

Anderson Rocha
@rocha.anderson_
24/06/2021 às 18:16.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:15
 (Reprodução/ Câmara Municipal de BH)

(Reprodução/ Câmara Municipal de BH)

O fechamento do comércio em Belo Horizonte evitou 4 mil mortes por Covid-19. Caso os índices de monitoramento da pandemia piorem, a medida será adotada novamente. Os números e a possibilidade de novo recuo na flexibilização foram dados pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, nesta quinta-feira (24).

O gestor prestou depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do coronavírus, na Câmara de BH. Segundo ele, houve um achatamento "acentuado" da curva de casos, em torno de duas ou três semanas, após a suspensão do funcionamento dos serviços não essenciais. 

"Tenho muita tranquilidade em dizer que, se tiver que fechar de novo, certamente recomendarei igual foi feito, porque é uma medida que salva vidas", afirmou Jackson Machado.

Apesar de muita reclamação por parte dos lojistas, o secretário disse que, durante a validade dos decretos, a maior parte dos estabelecimentos ficou de portas abertas. "Não houve cerceamento de direitos. Houve limitação, mas 64% das atividades financeiras da cidade se mantiveram durante o fechamento de algumas atividades consideradas não essenciais", disse.

O gestor da pasta municipal reforçou que o sistema de saúde de algumas localidades entrou em colapso, com doentes morrendo sem atendimento médico. "O fechamento é uma medida absolutamente correta, que possibilitou que não acontecesse em BH o que aconteceu em outras cidades do país e do mundo, em que pessoas foram enterradas em valas comuns  (devido ao grande número de óbitos)". 

O depoimento completo de Jackson pode ser assistido aqui.

Desde o início da pandemia, de acordo com boletins da PBH, mais de 5,6 mil, pessoas morreram após contrair o vírus na capital. O número de casos já passa de 232 mil.

CPI da Covid

A CPI da Covid foi criada mês passado, após a assinatura de um terço dos vereadores da Câmara Municipal. De acordo com os parlamentares, o objetivo é investigar a atuação e a utilização dos recursos públicos da prefeitura no enfrentamento à pandemia.

Dentre os temas, estão a fiscalização da regularidade das contratações e gastos e a falta de embasamento científico das decisões. A comissão é presidida pelo vereador Professor Juliano Lopes (PTC). A relatoria é de Irlan Melo (PSD).

Ainda compõem o grupo Nikolas Ferreira (PRTB), Jorge Santos (Republicanos), Flávia Borja (Avante), Irlan Melo (PSD), Professor Juliano Lopes (PTC), José Ferreira (PP) e Bruno Miranda (PDT). Já Marilda Portela (Cidadania), Marcos Crispim (PSC), Dr. Célio Frois (Cidadania), Helinho da Farmácia (PSD), Walter Tosta (PL), Pedro Patrus (PT) e Miltinho CGE (PDT) foram nomeados suplentes. 

A CPI tem prazo de 120 dias, prorrogável por mais 60, para produzir relatório final e concluir os trabalhos.

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