O infectologista Estevão Urbano, do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, alerta que este ano é atípico e que a população não deveria celebrar a data com grandes festas, já que as comemorações em escala maior aumentam o risco de transmissão do novo coronavírus. Ele sugere que as festividades sejam apenas com aquelas pessoas que já convivem no mesmo espaço diariamente ou com até 10 participantes.

Em Belo Horizonte, a ocupação de leitos de UTI está próxima a 80% e de enfermaria já ultrapassou a casa dos 60%, isso quer dizer que o vírus está transitando mais rapidamente e que as festas podem expor mais pessoas a contrair a doença, alerta Urbano, que é presidente da Sociedade Mineira de Infectologia.

Um outro risco são as viagens. Segundo dados divulgados pela administração do aeroporto de Confins e da rodoviária de Belo Horizonte, quase meio milhão de passageiros deve transitar pelos dois lugares entre os dias 22 de dezembro e 7 de janeiro. “Isso é um risco absurdo, incalculável, as pessoas podem levar ou trazer o vírus, caso estejam infectadas", alerta.

Segundo Estevão Urbano, o novo coronavírus é transmitido pela proximidade, a uma distância de menos de 2 metros, por isso, se a opção for comemorar em família ou com amigos, é bom lembrar de todos os cuidados, como distanciamento, o uso de máscaras em 100% do tempo que o evento durar e o uso de álcool em gel.

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