Faltando pouco mais de uma semana para o fim das férias escolares, dois dos destinos mais procurados pelos mineiros para descansar têm mar agitado e ressaca. Por essa razão, quem ainda pensa em viajar para Guarapari, no Espírito Santo, e Cabo Frio, no Rio de Janeiro, deve ficar atento aos riscos de afogamento. 

De acordo com a prefeitura do município capixaba, a agitação marítima provocou, apenas entre os dias 13 e 21 deste mês, 42 resgates. Ao todo, a equipe de salvamento alertou 759 pessoas que, apesar dos riscos, banhavam-se em áreas perigosas do mar. Veja vídeo de salvamento acima.

Também devido à ressaca (movimento anormal das ondas do mar sobre si mesmas), a prefeitura divulgou que tem acompanhado toda a área costeira da cidade. 

Na praia de Meaípe, por exemplo, desde sábado (20), há risco de desabamento de parte de um muro construído para barrar o mar. O trecho da orla sobre com erosão há anos. Segundo os engenheiros municipais, o mar está batendo muito forte e retirando a areia por baixo do muro.

Mesmo as pedras, que foram inseridas em parte da orla, têm contido os estragos. Por essa razão, nessa segunda-feira (22), foram interditados 100 metros da área.

Nessas ocasiões, de acordo com a administração pública, o ideal é evitar a entrada no mar. Quem decide se banhar, deve redobrar a atenção, principalmente na companhia de crianças.

Cabo Frio

Em Cabo Frio, na região dos Lagos, a prefeitura segue em estado de atenção para ventos fortes e ressaca. Nos últimos dias, a Marinha do Brasil divulgou alerta sobre a situação nas praias do município.

Nessa terça-feira, a administração pediu a moradores e turistas que respeitem o cordão de isolamento instalado na subida da ponte do Forte São Mateus, um dos principais pontos turísticos do local. Veja vídeo abaixo.

Segundo a prefeitura, no Forte, há perigo de rolamento de pedras devido à agitação do mar. Além dessa região, sinalização de alerta foi instalada na subida do Morro do Arpoador e no trecho da avenida Nilo Peçanha.

 

A orientação é para que a população evite entrar no mar, e pescadores e navegantes não saiam com as embarcações por causa dos riscos de acidentes. 

Também na praia do Forte, biólogos da Secretaria de Meio Ambiente têm acompanhado a situação da fauna costeira desde o início da ressaca que atinge o litoral. Segundo os especialistas, há vários ninhos de corujas nessa praia e foi detectado que as aves agiram de forma natural, sem intervenção humana, deixando o local assim que sentiram a aproximação da água.

A previsão é que as corujas-buraqueiras, que estão nas proximidades do ninho atingido, retornem para construir um novo abrigo bem próximo ao local do original, assim que o mar recue.